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Dados geográficos
Jaguaripe situa-se entre os municípios de maior
área territorial do Estado da Bahia e mesmo a despeito
de se terem desmembrado, por emancipação,
os seus antigos distritos Aratuípe e Maragojipe
ainda hoje conserva, dentro de seus limites, uma
vasta extensão de terras que segundo o IBGE, 1961,
se pode avaliar pela, cifra de 878 Km2. Limita-se com
esses ex-distritos, hoje municípios florescentes,
e mais, o município de Valença, respectivamente.
Dados históricos
Rico de tradições, Jaguaripe tem suas origens
ainda nos primórdios do século 17, formando
com os municípios de São Francisco do Conde,
Cachoeira e Camamú o que se poderia chamar a imagem
mater da colonização do nosso Recôncavo.
Cite-se como fato ilustrativo dessa afirmativa, que, já
nos idos de 1613, se erigia a sua monumental igreja e
com ela se criava a freguezia de N.S. da Ajuda, da qual
foi primeiro vigário o padre Baltazar Marinho,
por designação do bispo D. Constantino Barradas.
Foi elevada a categoria de Vila, pelo alvará Régio
de 27 de dezembro de 1693. O município se constitui
de 4 distritos, 3 sub-distritos e a sede da Administração
que é a própria Cidade de Jaguaripe.
Lendas e curiosidades
Entre os muitos fatos e lendas que envolvem o velho município,
valeria a citação de 2 deles, pelo muito
que encerraram de pitoresco a dramático. O primeiro
resultou da construção do edifício
da Casa da Câmara e Cadeia Pública cuja as
despesas orçaram na época em 600 cruzados.
Ao serem ditas despesas submetidas a apreciação
do rei de Portugal, este se tomou de espanto e incontinenti,
determinou a abertura de rigorosa devassa afim de apurar
e punir quem tanto havia roubado a sua Real Fazenda!
O último se caracterizou, segundo versões
que correm mundo, pela implacabilidade de sua justiça!
Em função dessa implacabilidade foi criada
a Ouvidoria de Jaguaripe, com atribuições
excepcionais, inclusive, a de erguer Pelourinho, fato
único em todo o interior da Bahia.
Finalmente, mercê de um autêntico acervo de
curisidades e lendas recolhidas ao longo dos séculos
de sua existência, pode hoje Jaguaripe merecer o
registro do seu nome no roteiro turístico-folclórico
da Bahia. |
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